Andreza Matais

Toffoli e Mendonça estão em lados opostos na disputa que envolve candidato de Alcolumbre. Forte em Brasília, senador perde força no AP

Andreza Matais

03/10/2026 16:58, atualizado 03/10/2026 17:41

Alcolumbre busca em Toffolli caminho para evitar nova derrota no Amapá
A disputa entre ministros do Supremo se reflete na eleição no Amapá. Desta vez, a queda de braço é entre os ministros Dias Toffoli e André Mendonça e tem no meio o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União).
Com as pesquisas mostrando que seu candidato ao governo será derrotado, Alcolumbre articula em Brasília para inviabilizar o primeiro colocado nas pesquisas, o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD). Os levantamentos mostram que ele pode ser eleito já no primeiro turno.
A guerra de liminares já tirou e recolocou Furlan na disputa. Primeiro, Toffoli votou para barrar a candidatura do líder nas pesquisas. No mesmo dia, Mendonça pediu vista e adiou o julgamento.
A relação de Alcolumbre com o ministro André Mendonça já era ruim e ficou pior depois desse movimento. Alcolumbre costuma dizer aos seus interlocutores que o único pedido de impeachment que pautaria é o do ministro André Mendonça.
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Agora, Toffoli foi instado a dar uma decisão monocrática antecipando o impedimento.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo, que atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu ao ministro que conceda uma liminar de tutela provisória de urgência, a fim de antecipar os efeitos do provimento recursal para decretar o indeferimento do registro da candidatura de Furlan.
Toffoli ainda não despachou. Se o fizer, irá eleger Clécio Luís (União), apoiado por Alcolumbre, que está em segundo lugar nas pesquisas.
A eleição no Amapá ganha relevância no cenário nacional porque, se perder, o atual presidente do Congresso acumulará mais uma derrota no seu reduto eleitoral.
Enquanto mantém forte influência em Brasília, ele deve ser reeleito para mais dois ano na presidência do Congresso, Alcolumbre não conseguiu eleger o irmão prefeito de Macapá em 2020 e chega à eleição com seu candidato ao governo atrás nas pesquisas e seus dois candidatos ao Senado (Randolfe Rodrigues e Alliny Serrão) em uma disputa apertada pelas duas vagas.

