O Banco de Arte Contemporânea – Maria da Graça Carmona e Costa (BAC-MGCC), criado por deliberação da Câmara Municipal de Lisboa (no 276/CM/2019), é um arquivo de espólios artísticos e documentais de artistas e outras figuras do universo cultural contemporâneo português (críticos de arte e galerias). O BAC-MGCC preserva correspondências, recortes de imprensa, materiais de divulgação, fotografias, filmes, vídeos, esboços, materiais artísticos, documentos pessoais, livros e outros tipos de documentação. Com a missão de "acolher, tratar, conservar e estudar espólios documentais e artísticos", o BAC-MGCC procura afirmar-se como um centro de investigação de referência para a arte contemporânea portuguesa. O BAC-MGCC encontra-se atualmente sob a coordenação do Atelier-Museu Júlio Pomar (2019–) e sob a gestão da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa). Para além do intuito de se afirmar como um centro de pesquisa e uma fonte de referência para investigação, o BAC-MGCC promove a produção de conhecimento através da organização de exposições com o espólio documental e artístico que preserva. Inaugurada a 20 de março de 2025 e patente até 22 de junho do mesmo ano, o BAC-MGCC organizou a exposição 'boa viagem, muitas maravilhas' (curadoria de Lígia Afonso, Marta Branco Guerreiro e Rita Salgueiro). Esta exposição, instalada no Atelier-Museu Júlio Pomar, reuniu espólio documental e artístico de artistas, galerias e críticos da arte relevantes para o panorama artístico contemporâneo português. Contou com duas obras comissionadas a dois artistas - Pedro Lagoa e Fernanda Fragateiro - que trabalharam a partir da documentação existente no BAC O BAC está atualmente sediado em Lisboa, na Rua Augusto Abelaira.
História do arquivo O projeto do Banco de Arte Contemporânea teve início em janeiro de 2016, resultado de um protocolo de parceria entre o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, a Fundação Carmona e Costa), a EGEAC e a Câmara Municipal de Lisboa. Impulsionado por Maria da Graça Carmona e Costa, de quem tomou o nome, o BAC foi inicialmente instalado num atelier do complexo cultural dos Coruchéus com o objetivo inicial de catalogar, inventariar e salvaguardar de espólios documentais e artísticos de artistas portugueses contemporâneos. De forma a fomentar novos especialistas inseridos no âmbito da museologia, arquivos, história da arte e áreas adjacentes, foram abertas bolsas de investigação. Estas bolsas foram atribuídas a Alberto Faria (2016), Madalena Pena (2016), José Oliveira (2019), Stefanie Gil Franco (2019) e Pedro Rodrigues (2019). O primeiro espólio artístico e documental recebido pelo Banco de Arte Contemporânea foi da artista portuguesa Ana Vieira (1940-2016). Logo após, o BAC recebeu o espólio da escultora portuguesa Graça Costa Cabral (1938-2016). Em fevereiro de 2019, o projeto do BAC passa para a coordenação do Atelier-Museu Júlio Pomar. No mesmo ano, em julho, o nome do projeto é alterado para Banco de Arte Contemporânea – Maria da Graça Carmona e Costa (BAC-MGCC). O BAC foi parceiro no projeto de elaboração de caderno de montagem da artista Ana Vieira, iniciado em 2023 na Appleton. Em 2022, o BAC e o Atelier Museu Júlio Pomar organizaram o ciclo de conversas sobre arte e espólios documentais, "O que pode um arquivo. Pensar o futuro", com conceção e moderação de Catarina Rosendo. Já em 2025 foram organizadas as conversas "Construir arquivos", com conceção e coordenação de Isabel Corte-Real, sobre conservação e gestão de espólios.
Missão do arquivo O Banco de Arte Contemporânea Graça de Carmona e Costa tem como missão conservar, tratar, acolher, catalogar, divulgar, inventariar, registar, estudar e preservar o espólio artístico e documental de artistas e outras figuras do universo cultural contemporâneo português. É através desta inventariação, tratamento, divulgação e conservação que o BAC-MGCC procura estabelecer-se como um centro referencial para a investigação e estudo dentro dos vários campos do conhecimento (como história da arte, museologia e historiografia). O BAC-MGCC procura, também, instigar e promover a produção de conhecimento através da elaboração de exposições e catálogos com o espólio preservado, criando espaço para um arquivo “que se expande para fora e para o futuro”.
Espólios documentais e artísticos salvaguardados pelo BAC-MGCC O Banco de Arte Contemporânea Maria da Graça Carmona e Costa preserva os espólios artísticos e documentais de diversos nomes presentes no panorama artístico e cultural português contemporâneo (artistas, críticos de arte e galerias). Entre outros, ressalta-se os seguintes nomes:
Alexandre Melo (crítico de arte) Ana Vieira (artista, 1940-2016) António Palolo (artista, 1946-2000) Eduardo Nery (artista 1938-2013) Francisco Ariztía (artista 1943-2022) Gaëtan (artista 1944-2019) Galeria Judite Dacruz Galeria Quadrum Graça Costa Cabral (escultora, 1939-2016) João Pinharanda (crítico de arte, 1957–) José Luís Porfírio (crítico de arte, 1943–) Nuno de Siqueira (artista, 1929-2007) Pedro Morais (artista, 1944-2018) Teresa Magalhães (artista, 1944-2023)
Referências