Tácio Lorran

Raquel Lyra PSDB PE/ divulgação
Raquel Lyra PSDB PE/ divulgação · Imagem: Raquel Lyra PSDB PE/ divulgação

Em petição protocolada neste sábado (3/10), a coligação apresentou relatório em que aponta uma atuação coordenada da rede de perfis

Campanha de Raquel Lyra identifica rede de 987 perfis falsos e aciona TRE
Campanha de Raquel Lyra identifica rede de 987 perfis falsos e aciona TRE · Imagem: Source: www.metropoles.com

Mateus Salomão, Tácio Lorran

03/10/2026 15:08, atualizado 03/10/2026 16:07

Raquel Lyra PSDB PE/ divulgação

A campanha de Raquel Lyra (PSD) afirma ter identificado uma rede de perfis falsos e acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Segundo o levantamento realizado pela campanha, uma rede 987 perfis estariam defendendo o rival João Campos (PSB) e atacando a candidata em publicações no Instagram.

Em petição protocolada neste sábado (3/10), a coligação apresentou relatório em que aponta uma atuação coordenada da rede de perfis de contas recém-criadas, fechadas e de identidade inverificável. A atuação da rede reagiria a fatos da campanha, como pesquisas, reportagens e debates.

Os 987 perfis foram catalogados entre maio e 1º de outubro de 2026, mas parte já saiu do ar. Em uma análise dos quinze dias anteriores a 1º de outubro, das 184 contas que comentaram e seguem ativas, 174 haviam ingressado no Instagram em setembro de 2026. Cerca de 72% teriam trocado de nome de usuário.

“Conta com menos de um mês, fechada, com meia dúzia de fotos e sem seguir quase ninguém não corresponde ao perfil de quem comenta política em dezenas de publicações de imprensa na mesma madrugada”, alega a coligação na petição apresentada.

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A coligação também afirma que, na madrugada seguinte ao debate da TV Globo, 151 contas recém-criadas publicaram 3.488 comentários em 52 publicações de 18 páginas. Cerca de 85% desses comentários saíram de 159 frases repetidas.

A petição pede ao tribunal que não permita que uma “estrutura documentadamente coordenada, atuando de modo massivo e sincronizado no debate eleitoral, permaneça anônima sem investigação jurisdicional”.

A coligação requer que o TRE determine ao Instagram que preserve as contas, bem como preserve os comentários, respostas e curtidas das contas mencionadas. A petição pede ainda a determinação da identificação dos titulares de 219 contas, além da suspensão temporária de alguns dos perfis.

Em nota enviada à coluna, a Frente Popular de Pernambuco, que é liderada por João Campos, afirmou que “quem deve explicações sobre perfis que promovem ataques nas redes sociais é a outra candidatura”. Veja posicionamento:

Quem deve explicações sobre perfis que promovem ataques nas redes sociais é a outra candidatura. A imprensa nacional vem noticiando, deste sexta-feira (2), sobre uma investigação da Polícia Federal que comprova uma denúncia feita há quase um ano sobre a existência de um suposto gabinete do ódio ligado ao Governo de Pernambuco.

É inaceitável saber que dados disponibilizados pelo próprio Poder Executivo estadual comprovam o uso da internet do Palácio do Campo das Princesas para administrar perfis de ataques, inclusive contra o candidato João Campos. É mais grave ainda saber que se trata do mesmo IP (endereço digital) de quem gerenciava as redes da própria governadora. Na sexta-feira, o STF remeteu o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por julgar processos contra governadores. A decisão comprova que a candidata Raquel Lyra é alvo de investigação da Polícia Federal.

A Frente Popular espera que as apurações, que incluem “indícios de associação criminosa e de desvio de recursos públicos”, sejam rigorosamente analisadas. Eleição não é vale-tudo. No lugar de espalhar ódio, este conjunto político vai seguir fazendo uma campanha limpa, apresentando as melhores propostas para Pernambuco.