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Chefe da Audi diz que ética de trabalho de Bortoleto o faz lembrar de Schumacher
Chefe da Audi diz que ética de trabalho de Bortoleto o faz lembrar de Schumacher · Imagem: Source: ge.globo.com

Chefe de equipe da Audi, o italiano Mattia Binotto elogiou Gabriel Bortoleto e o comparou a uma lenda do automobilismo: o heptacampeão Michael Schumacher. Em entrevista ao site italiano “Automoto.it”, o gestor da equipe novata disse que a ética de trabalho demonstrada pelo brasileiro o faz lembrar do alemão.

– O Gabriel (me lembra ele). Por sua ética de trabalho e por ser uma pessoa de grande sensibilidade humana – disse Binotto.

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Mattia Binotto conversa com Gabriel Bortoleto na pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein — Foto: Mark Sutton/Formula 1 via Getty Images

A declaração se deu em um debate sobre a importância de pilotos para o desenvolvimento de uma equipe. Após citar Max Verstappen como um nome por quem faria tudo para levar à Audi, Binotto explicou que os pilotos são fundamentais no processo de tornar um carro o melhor do grid – o italiano, então, lembrou do trabalho de Schumacher na Ferrari como exemplo.

– Tive a sorte de viver a era Michael Schumacher. Mesmo antes de se tornar um piloto muito rápido, Michael sabia como desenvolver a equipe, trazer o melhor carro para a pista – disse Binotto.

Em seguida, o gestor prosseguiu a resposta destacando que o trabalho duro é o maior legado do piloto para a Fórmula 1:

– É a ética de trabalho. Michael é uma pessoa com grandes valores em termos de trabalho duro, profissionalismo, comprometimento, dedicação, motivação e paixão. Você não pode improvisar. Talento é necessário, mas não é suficiente. Você precisa de mais. Como pessoa, ele deu o seu melhor fora do cockpit – iniciou Binotto.

– Como piloto, ele fechou o visor, tornando-se o Michael que todos víamos e conhecíamos como piloto. Mas sempre achei que Michael era ainda mais forte como pessoa. Não só por sua ética de trabalho, mas por sua generosidade com todos. Ele dava atenção a cada pessoa, nos fazendo sentir à vontade e nos colocando nas condições ideais para dar o nosso melhor. Ele se importava com a pessoa, com o indivíduo. Por trás do alemão frio e matemático que se podia ver por fora, havia um homem muito atento à sensibilidade humana – acrescentou.

Mattia Binotto, então engenheiro da Ferrari, abraça Michael Schumacher — Foto: Divulgação/Michael Schumacher Official Site

Binotto passou muito tempo da carreira na Ferrari. O italiano chegou à equipe em 1995, ainda como engenheiro de testes de motor, em uma época em que o time italiano estava em baixa. No entanto, Mattia viveu de perto a reconstrução da escuderia de Maranello, que viria a ser hexacampeã de construtores entre 1999 e 2004, com cinco títulos de Schumi neste período.

Depois de tanto tempo convivendo com o heptacampeão, Binotto passou a enxergar os traços de personalidade de Michael em Gabriel, que também já foi elogiado pela ética de trabalho por outros membros da Audi, como o companheiro de equipe Nico Hulkenberg e o diretor de corridas Allan McNish.

Ao saber das declarações de Binotto, Bortoleto disse que passou a aprender mais sobre a trajetória de Schumacher por influência do chefe.

– Ele sempre fala dele. Então comecei a aprender sobre ele e percebi o quanto ele era incrível. Eu nem tinha nascido ainda quando ele ganhou tudo. Ontem mesmo estávamos falando sobre ele, sobre como ele tratava o time – explicou.