Pouca vergonha

Ataques pessoais, acomodação na relação e sexo previsível são hábitos que desgastam relacionamentos longos, segundo especialista

Daniel Lima

02/10/2026 02:00

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Três hábitos silenciosos podem “matar a paixão” e deixar o sexo morno em relacionamentos longos: a crítica destrutiva, a acomodação e o “rala e rola” previsível ou roteirizado. Em artigo para a revista científica Psychology Today, a psicóloga e terapeuta sexual Cheryl Fraser explica que esses comportamentos parecem normais no dia a dia, mas desgastam aos poucos a convivência entre os casais.

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A imprevisibilidade mantém a paixão viva e ajuda o casal a viver momentos de qualidade
O conforto dos relacionamentos longos muitas vezes esconde o fim do flerte e o distanciamento afetivo. Fraser destaca que a falta de imprevisibilidade é um dos sinais de alerta de que as coisas não vão bem, e transforma parceiros em colegas de quarto que conversam apenas sobre tarefas do dia a dia.
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Para chegar a essa conclusão, a especialista fez uma ampla pesquisa com mais de 2 mil casais e revelou dados sobre a vida íntima nas relações duradouras. Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados não mantinham relações sexuais e apenas 3% classificaram a conexão sexual como excelente.
PhotoAlto/Frederic Cirou/Getty Images
Deboche, desprezo e o fim do flerte transformam o parceiro em um inimigo e esfriam a convivência no dia a dia
A forma como o casal discute pode dar um spoiler do futuro do relacionamento, principalmente quando desacordos viram ataques pessoais.
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Pesquisas do Instituto Gottman mostram que o desprezo, demonstrado por atitudes como debochar ou revirar os olhos, pode transformar o parceiro em um inimigo com o passar dos anos.
Outro problema aparece quando as pessoas param de tentar e abandonam o flerte. A convivência passa a focar em assuntos práticos, como tarefas domésticas, horários de trabalho e atividades do dia a dia, fazendo com que o carinho desapareça com o tempo, sem que os dois percebam.
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Roteiros repetitivos na cama transformam o sexo em uma tarefa automática
Repetição no sexo e hábitos previsíveis
A falta de imprevisibilidade na cama é outro fator que ameaça o futuro da relação e faz com que o sexo pareça um roteiro decorado. “Mamilo, mamilo, virilha, boa noite”: é assim que Fraser descreve o vuco-vuco no automático. O movimento é sempre o mesmo, o final já é conhecido e a experiência perde toda a graça.
Manter o interesse vivo exige compromisso diário de ambas as partes para evitar que a relação esfrie e morra. Mudar esses hábitos evita que a rotina confortável se transforme em uma distância definitiva entre o casal.


