Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, telefonou no meio da entrevista e disse ao marido que circulava uma mensagem com decisão do tribunal o proibindo de desistir do recurso

Garotinho é alvo de 'fake news' durante anúncio de desistência de recurso no TSE
Garotinho é alvo de 'fake news' durante anúncio de desistência de recurso no TSE · Imagem: Source: valor.globo.com

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Garotinho — Foto: Marcelo Theobaldo/Agência O Globo

A entrevista coletiva convocada pelo candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) para anunciar a desistência do recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento da sua candidatura foi palco de um momento peculiar. Uma notícia falsa chegou às mãos do ex-governador, dizendo que o TSE havia proibido Garotinho de desistir do recurso.

Enquanto Garotinho explicava aos jornalistas presentes as razões para desistir do recurso, a secretária do ex-governador entrou na sala com um telefone na mão. Ao ouvir o argumento de Garotinho - "estou em uma coletiva" - ouviu a resposta: "É importante."

Do outro lado da linha estava a ex-governadora Rosinha Matheus, mulher de Garotinho. Ele ouviu da esposa que circulava uma mensagem com uma decisão do TSE que o proibia de desistir do recurso.

Instaurada a celeuma com a informação, Garotinho ligou para o seu advogado, Admar Gonzalez, ex-ministro do TSE, que, no viva-voz do telefone, foi categórico. "Não tem nada ainda nos autos. A não ser que o TSE informe a imprensa antes dos advogados", disse.

Quando Garotinho começou a ler o texto da mensagem, um dos repórteres presentes afirmou que se tratava de uma "fake news" que circulava em grupos de mensagem.

Ainda no viva-voz, Admar colocou uma pá de cal em qualquer dúvida sobre a autenticidade da mensagem, que falava que o recurso deveria ter sido impetrado pela coligação e não pelo candidato. "A notícia é tão mentirosa que diz que deveria ter sido protocolada pela coligação. Não existe coligação em eleição majoritária", afirmou, explicando que em eleições proporcionais os recursos são impetrados pela coligação pois eventuais mudanças de votos afetam todos os integrantes da coligação.

O advogado explicou ainda que o TSE, uma vez recebido o documento de Garotinho, só pode aceitar a desistência: "E anteriormente a isso dizer que o processo perdeu objeto", disse Admar.

Garotinho fez coro ao advogado: "Meu objetivo era que as pessoas votassem em mim e eu fosse para o segundo turno. Quando vi que não aconteceu [o recurso], perdeu o objeto", disse.

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