Grande Angular

Banco projeta alta da dívida pública de 83,1% do PIB em 2026 para 86,9% em 2027 e aponta desafios econômicos para o próximo governo

Felipe Salgado

03/10/2026 14:02

Arte Metrópoles

O Goldman Sachs estima que o próximo presidente do Brasil encontrará uma dívida pública equivalente a 86,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Em relatório divulgado na terça-feira (29/9), o banco projeta aumento de 3,8 pontos percentuais em relação à previsão para 2026.
Para 2027, o banco também estima crescimento de 1,2% da economia brasileira e inflação de 4,5% no fim do ano. A projeção para a taxa básica de juros é de 12% no encerramento do período.
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De acordo com o relatório, o próximo governo terá de lidar com déficits públicos superiores a 8% do PIB nos últimos quatro anos e com uma dívida que já ultrapassa 82% do PIB.
O Goldman Sachs diz ainda que nenhum dos dois principais candidatos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), apresentou uma estratégia clara e detalhada para as contas públicas do próximo mandato.
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Além das contas públicas, o banco aponta inflação ainda elevada, endividamento das famílias, aumento dos gastos com dívidas, juros altos e desaceleração da economia entre os desafios do próximo governo.
“O próximo presidente terá de enfrentar finanças públicas frágeis, crescimento baixo e forte polarização.”
O Goldman Sachs também prevê um Congresso dividido entre diferentes partidos, com presença relevante de siglas de centro e centro-direita. Segundo o banco, o presidente eleito precisará formar uma coalizão com diferentes partidos para aprovar medidas relacionadas às contas públicas.
Análise sobre planos de Lula e Flávio para economia
Na análise sobre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o banco aponta diferenças nas propostas para a economia. Em um eventual quarto mandato de Lula, prevê medidas limitadas para conter o crescimento dos gastos e a manutenção do papel do governo e das empresas estatais como motores de crescimento e investimento.
Para um eventual governo de Flávio Bolsonaro, o Goldman Sachs prevê redução de gastos, privatizações, concessões e menor participação das empresas estatais e dos bancos públicos. O relatório também cita a busca por uma regra mais rígida para as contas públicas.
Na conclusão, o Goldman Sachs afirma que o resultado da eleição será seguido pelo desafio de colocar em prática as promessas feitas durante a campanha diante das condições econômicas e políticas encontradas pelo próximo governo.

