O candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (14/9) que governadores recebem cobranças menores do que um Presidente da República ou um prefeito e, por isso, têm índices menores de rejeição.“As rejeições estão muito altas, porque a política está muito difícil para todo o mundo. É uma coisa difícil. Obviamente, quem está no cargo de governador passa abaixo do radar, isso no Brasil inteiro. O prefeito é muito cobrado, o presidente é muito cobrado, os governadores de uma maneira geral são poucos cobrados no Brasil, o índice de rejeição é alto”, afirmou Haddad durante sabatina no programa SP1, da TV Globo. Leia também São PauloReal Time/Big Data em SP: Tarcísio tem 53% no 1º turno, e Haddad soma 36% São PauloCaso Master aponta “intersecção entre bolsonarismo e Vorcaro”, diz Haddad São PauloDatafolha: Tarcísio tem 49% e Haddad, 29% no 1º turno para o governo de SP De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (11/9), Haddad aparece com o maior índice de rejeição, com 48%, enquanto o candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 29%. O governador lidera com 49% das intenções de voto; já Haddad tem 29%. Já a Pesquisa Real Time/Big Data divulgada nesta segunda-feira (14/9) mostra Tarcísio com 53% das intenções de voto no primeiro turno da eleição estadual e Haddad com 36%. Caso o cenário se confirme, Tarcísio se reelegeria no primeiro turno.Crise no STF e Banco MasterEx-ministro da Fazenda, Haddad voltou a defender a transparência em relação aos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ligados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro e quebra de sigilo dos celulares do ex-banqueiro.“A Justiça não pode sonegar a informação do cidadão. Quem tiver que pagar por alguma coisa, pague. A questão é ética. A política, antes de tudo, é a ética na política. Errou? Se defende. Não conseguiu se defender? Paga. Então eu sou a favor, e já tem várias semanas que eu estou defendendo isso, de acabar com esse sigilo das investigações e deixar o povo tomar o caminho do país”, disse.Haddad destacou ainda que nunca recebeu Vorcaro enquanto esteve à frente do Ministério da Fazenda e que a equipe dele havia alertado que o banqueiro era “um problema grave”, mas que ainda não sabia a dimensão dele. Ele também reafirmou, durante entrevista, que as revelações sobre o Caso Master feitas até este momento mostram uma ligação entre o bolsonarismo e Daniel Vorcaro.










