A última coluna Zuenir Ventura no GLOBO foi publicada em 8 de fevereiro de 2022, em meio à pandemia de Covid-19 e à nova onda provocada pela variante Ômicron. No texto, intitulado “A causa do cansaço”, o jornalista tratou do desgaste dos profissionais de saúde, criticou a condução da crise sanitária pelo governo e, na parte final, relacionou a violência contra Moïse Kabagambe ao preconceito e ao racismo no Brasil. Zuenir morreu nesta terça-feira, aos 95 anos.

Prêmio Faz Diferença 2021 - Cerimônia do Prêmio Faz Diferença, na Casa Firjan. Zuenir Ventura, jornalista — Foto: Hermes de Paula / Agencia O globo
Prêmio Faz Diferença 2021 - Cerimônia do Prêmio Faz Diferença, na Casa Firjan. Zuenir Ventura, jornalista — Foto: Hermes de Paula / Agencia O globo · Imagem: 1 de 22 Prêmio Faz Diferença 2021 - Cerimônia do Prêmio Faz Diferença, na Casa Firjan. Zuenir Ventura, jornalista — Foto: Hermes de Paula / Agencia O globo

A coluna começava com a chegada de Marcelo Queiroga ao Ministério da Saúde e uma comparação com a gestão de Eduardo Pazuello. Zuenir reproduziu uma declaração atribuída ao então ministro: “Um manda, e o outro obedece”.

Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo
Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo · Imagem: Source: oglobo.globo.com

O jornalista também mencionou a CPI da Covid e o relatório final citado por ele, que apontava Jair Bolsonaro como um dos principais responsáveis pela tragédia sanitária.

Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo
Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo · Imagem: 2 de 22 Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo

Na coluna, Zuenir afirmou ainda que havia acusações de nove crimes contra o então presidente, entre eles charlatanismo e prevaricação. Na segunda parte, escreveu sobre a mãe de Moïse, que havia contado que veio com a família para fugir da violência e buscar paz. A história levou o jornalista de volta a Paris, em 1960, quando fazia um curso de extensão em jornalismo como bolsista.

Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Leia na íntegra:

Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo · Imagem: 3 de 22 Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

"A causa do cansaço

Prêmio Faz Diferença / Segundo Caderno/Livros - Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença realizada na Casa Firjan, em Botafogo. O vencedor da categoria Segundo Caderno/Livros, Marco Lucchesi, presidente da ABL, recebe o prêmio do colunista Zuenir Ventura — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Prêmio Faz Diferença / Segundo Caderno/Livros - Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença realizada na Casa Firjan, em Botafogo. O vencedor da categoria Segundo Caderno/Livros, Marco Lucchesi, presidente da ABL, recebe o prêmio do colunista Zuenir Ventura — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo · Imagem: 4 de 22 Prêmio Faz Diferença / Segundo Caderno/Livros - Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença realizada na Casa Firjan, em Botafogo. O vencedor da categoria Segundo Caderno/Livros, Marco Lucchesi, presidente da ABL, recebe o prêmio do colunista Zuenir Ventura — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Alguns otimistas esperavam que o quarto Ministério da Saúde do governo Bolsonaro fosse oferecer resultado melhor, já que seria preenchido por um médico, o cardiologista Marcelo Queiroga. Esqueciam o que o ocupante anterior do cargo, o general Eduardo Pazuello, havia afirmado publicamente: “Um manda, e o outro obedece”. O presidente é quem manda. Sentado ao lado, o alvo da declaração deu um amplo sorriso de apoio.

Zuenir Ventura — Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo
Zuenir Ventura — Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo · Imagem: 5 de 22 Zuenir Ventura — Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo

Se precisasse de confirmação, ela viria com a CPI da Covid, que apontou em seu relatório final o presidente Bolsonaro como um dos principais responsáveis, senão o principal, pela maior tragédia sanitária da história do país, que já havia causado 600 mil mortes. Pesaram então sobre ele a acusação de nada menos que nove crimes, entre os quais charlatanismo e prevaricação.

Zuenir Ventura no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo
Zuenir Ventura no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo · Imagem: 6 de 22 Zuenir Ventura no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

O que há de mais impactante na recente pesquisa revelada pela jornalista Evelin Azevedo, promovida pela Associação Médica Brasileira (AMB) em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), é que a maioria dos participantes (51%), a própria classe, reprova a condução da pandemia pela atual gestão. Trinta e quatro por cento classificaram a atuação como péssima; 16,6%, ruim; e 21%, como regular. Apenas 14,6% dos médicos têm a pasta como referência para indicar um tratamento. A maior parte (65,1%) se baseia na orientação das sociedades de especialidades e associações médicas.

Zuenir Ventura no 13 Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo
Zuenir Ventura no 13 Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo · Imagem: 7 de 22 Zuenir Ventura no 13 Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

A nova onda de Covid-19 provocada pela Ômicron gerou um forte impacto emocional nos médicos, que se disseram apreensivos (51,6%), esgotados (51,1%) e ansiosos (42,7%). Sem falar nos colegas de trabalho que se sentem estressados (62,4%), sobrecarregados (64,2%) ou exaustos (56,2%).

Entrega do Prêmio Faz Diferença, no Copacabana Palace. Zuenir Ventura e Miriam Leitão — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Entrega do Prêmio Faz Diferença, no Copacabana Palace. Zuenir Ventura e Miriam Leitão — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo · Imagem: 8 de 22 Entrega do Prêmio Faz Diferença, no Copacabana Palace. Zuenir Ventura e Miriam Leitão — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Quem melhor resume o atual estado físico e de espírito geral é o médico José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM. Além do aumento de casos e da diminuição de profissionais em atividade devido à contaminação, ele aponta como causa maior do cansaço físico e emocional a “sensação de que estamos enxugando gelo e de que a pandemia não vai acabar logo”.

Criancas pedem para serem fotografadas com Zuenir Ventura. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chacina narrada na obra, em Vigario Geral. Ele reencontrou com familiares das vitimas e sobreviventes do massacre que matou 21 moradores — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo
Criancas pedem para serem fotografadas com Zuenir Ventura. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chacina narrada na obra, em Vigario Geral. Ele reencontrou com familiares das vitimas e sobreviventes do massacre que matou 21 moradores — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo · Imagem: 9 de 22 Criancas pedem para serem fotografadas com Zuenir Ventura. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chacina narrada na obra, em Vigario Geral. Ele reencontrou com familiares das vitimas e sobreviventes do massacre que matou 21 moradores — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

Essa “sensação” é confirmada pelos números, que continuam superando as 700 mortes diárias, vítimas do que Bolsonaro considera uma “gripezinha”.

Zuenir Ventura - Luis Fernando Verissmo lança o livro "Verissimas", na Travessa de Ipanema — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo
Zuenir Ventura - Luis Fernando Verissmo lança o livro "Verissimas", na Travessa de Ipanema — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo · Imagem: 10 de 22 Zuenir Ventura - Luis Fernando Verissmo lança o livro "Verissimas", na Travessa de Ipanema — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo

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Encontros o Globo - Zuenir Ventura fala sobre felicidade junto com Claudio Domenico e Carlos Jose Andrade — Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo
Encontros o Globo - Zuenir Ventura fala sobre felicidade junto com Claudio Domenico e Carlos Jose Andrade — Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo · Imagem: 11 de 22 Encontros o Globo - Zuenir Ventura fala sobre felicidade junto com Claudio Domenico e Carlos Jose Andrade — Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo

A mãe de Moïse explicando que veio com a família fugindo da violência, em busca de paz, me remete a Paris, 1960, quando, bolsista, fazia um curso de extensão em jornalismo. Éramos uns 20 alunos — a maioria africanos e dois brasileiros, Roberto Muggiatti e eu. Nosso ídolo era Patrice Lumumba, herói da Independência do Congo, cuja história de lutas e conquistas elevou-o ao lugar mais alto do panteão de glórias do continente africano.

Zuenir Ventura toma posse na Academia Brasileira de Letras — Foto: Alexandre Cassiano
Zuenir Ventura toma posse na Academia Brasileira de Letras — Foto: Alexandre Cassiano · Imagem: 12 de 22 Zuenir Ventura toma posse na Academia Brasileira de Letras — Foto: Alexandre Cassiano

O fascínio de nossos colegas estrangeiros, porém, baseava-se numa ilusão: que o Brasil como eles sonhavam era feito de “Garrinchá e Pelê”, seus ídolos. E de mulheres oferecidas. “Et les femmes, Vanturrá!”, diziam para mim. Achavam, com certeza, que em Copacabana belas cariocas de biquíni não lhes dariam sossego.

Zuenir Ventura — Foto: Ricardo Chaves
Zuenir Ventura — Foto: Ricardo Chaves · Imagem: 13 de 22 Zuenir Ventura — Foto: Ricardo Chaves

Confesso que, quando vejo dona Ivone inconsolável com a morte brutal do filho, me comovo lembrando que essa ainda é a ilusão de muitas donas Ivones em relação a esse Brasil, preconceituoso e racista".

Projeto Rio - Zuenir Ventura — Foto: Carlos Ivan / Agência O globo
Projeto Rio - Zuenir Ventura — Foto: Carlos Ivan / Agência O globo · Imagem: 14 de 22 Projeto Rio - Zuenir Ventura — Foto: Carlos Ivan / Agência O globo

Mais de duas décadas no GLOBO

Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "1968 o ano que não terminou" — Foto: Raimundo Neto / Agência O Globo - Negativo : 88-18168
Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "1968 o ano que não terminou" — Foto: Raimundo Neto / Agência O Globo - Negativo : 88-18168 · Imagem: 15 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "1968 o ano que não terminou" — Foto: Raimundo Neto / Agência O Globo - Negativo : 88-18168

Zuenir começou a escrever como colunista de O GLOBO na edição de 30 de janeiro de 1999. Na estreia, falou justamente sobre mudança e o desconforto provocado por transformações pessoais e profissionais:

Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir e Herbert de Sousa (Betinho) — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049
Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir e Herbert de Sousa (Betinho) — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049 · Imagem: 16 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir e Herbert de Sousa (Betinho) — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

“Não é a primeira vez que mudo de emprego, deve ser a décima, mas espero que seja a última. Agora, no que depender de mim, só saio desta para melhor. Não mudo mais nem de assunto. Mudança dá sempre um friozinho no estômago, mexe com nossas inseguranças e mobiliza nossas velhas incertezas. Por melhor que seja, ela não existe sem dor. Ah, é horrível”.

Zuenir Ventura em mesa redonda em homenagem a Odylon Costa Filho - Zuenir e Rachel de Queiroz — Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo - Negativo : 94-16213
Zuenir Ventura em mesa redonda em homenagem a Odylon Costa Filho - Zuenir e Rachel de Queiroz — Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo - Negativo : 94-16213 · Imagem: 17 de 22 Zuenir Ventura em mesa redonda em homenagem a Odylon Costa Filho - Zuenir e Rachel de Queiroz — Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo - Negativo : 94-16213

Ele começou no jornal com uma coluna semanal no Segundo Caderno e, posteriormente, passou a publicar duas crônicas por semana na editoria de Opinião. Ao longo dos anos, escreveu sobre costumes, política, futebol, violência, cultura, a cidade e experiências pessoais.

Os jornalistas Zuenir Ventura e Bernardo Mello Franco. — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Os jornalistas Zuenir Ventura e Bernardo Mello Franco. — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo · Imagem: 18 de 22 Os jornalistas Zuenir Ventura e Bernardo Mello Franco. — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Na mesma estreia, Zuenir também refletiu sobre a relação entre mudança e inércia:

Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir autografando — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049
Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir autografando — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049 · Imagem: 19 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir autografando — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

“Enquanto a mudança é transformadora, a inércia, por natureza, não leva a lugar nenhum, ou leva ao desastre. O Brasil, por exemplo, acaba de ir para o beleléu por não saber ou não ter tido a coragem de mudar na hora certa — de política, de economia ou de presidente”

Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo - Nei Lopes recebe o prêmio das mãos de Merval Pereira e Zuenir Ventura — Foto: Foto Fábio Rossi / Agência O Globo
Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo - Nei Lopes recebe o prêmio das mãos de Merval Pereira e Zuenir Ventura — Foto: Foto Fábio Rossi / Agência O Globo · Imagem: 20 de 22 Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo - Nei Lopes recebe o prêmio das mãos de Merval Pereira e Zuenir Ventura — Foto: Foto Fábio Rossi / Agência O Globo

A carreira de Zuenir Ventura

Camarote QUEM O GLOBO. Desfile das Campeãs. Zuenir Ventura e Liege Monteiro — Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo
Camarote QUEM O GLOBO. Desfile das Campeãs. Zuenir Ventura e Liege Monteiro — Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo · Imagem: 21 de 22 Camarote QUEM O GLOBO. Desfile das Campeãs. Zuenir Ventura e Liege Monteiro — Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir se mudou para o Rio de Janeiro em 1954. No início da carreira, trabalhou em Paris como correspondente da Tribuna da Imprensa, durante o período em que estava na capital francesa por causa de uma bolsa de estudos.

Zuenir Ventura e surpreendido por um casal dono de um bar com o exemplar autografado por ele em 1994. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chachina narrada na obra, em Vigario Geral — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo
Zuenir Ventura e surpreendido por um casal dono de um bar com o exemplar autografado por ele em 1994. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chachina narrada na obra, em Vigario Geral — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo · Imagem: 22 de 22 Zuenir Ventura e surpreendido por um casal dono de um bar com o exemplar autografado por ele em 1994. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chachina narrada na obra, em Vigario Geral — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

Depois de voltar ao Brasil, passou pelo Correio da Manhã, pela revista O Cruzeiro e pela chefia da sucursal carioca de Visão. Em 1977, assumiu a chefia da sucursal carioca de Veja.

Morre Zuenir Ventura: em última coluna no GLOBO, jornalista refletiu sobre pandemia, racismo e a violência no Brasil; leia
Morre Zuenir Ventura: em última coluna no GLOBO, jornalista refletiu sobre pandemia, racismo e a violência no Brasil; leia · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Em 1969, escreveu para a Editora Abril a série “Os anos 60: A década que mudou tudo”, que posteriormente virou livro. Recebeu o Prêmio Esso por reportagens produzidas em conjunto com outros colegas sobre a morte de Cláudia Lessin e também por uma série sobre o assassinato de Chico Mendes. Este último trabalho lhe rendeu ainda o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos.

Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos do casal, o jornalista Mauro e a editora Elisa.

Veja registros do jornalista Zuenir Ventura

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Prêmio Faz Diferença 2021 - Cerimônia do Prêmio Faz Diferença, na Casa Firjan. Zuenir Ventura, jornalista — Foto: Hermes de Paula / Agencia O globo

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Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo

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Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

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Prêmio Faz Diferença / Segundo Caderno/Livros - Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença realizada na Casa Firjan, em Botafogo. O vencedor da categoria Segundo Caderno/Livros, Marco Lucchesi, presidente da ABL, recebe o prêmio do colunista Zuenir Ventura — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

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Zuenir Ventura — Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo

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Zuenir Ventura no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

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Zuenir Ventura no 13 Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

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Entrega do Prêmio Faz Diferença, no Copacabana Palace. Zuenir Ventura e Miriam Leitão — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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Criancas pedem para serem fotografadas com Zuenir Ventura. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chacina narrada na obra, em Vigario Geral. Ele reencontrou com familiares das vitimas e sobreviventes do massacre que matou 21 moradores — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

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Zuenir Ventura - Luis Fernando Verissmo lança o livro "Verissimas", na Travessa de Ipanema — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo

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Encontros o Globo - Zuenir Ventura fala sobre felicidade junto com Claudio Domenico e Carlos Jose Andrade — Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo

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Zuenir Ventura toma posse na Academia Brasileira de Letras — Foto: Alexandre Cassiano

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Zuenir Ventura — Foto: Ricardo Chaves

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Projeto Rio - Zuenir Ventura — Foto: Carlos Ivan / Agência O globo

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Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "1968 o ano que não terminou" — Foto: Raimundo Neto / Agência O Globo - Negativo : 88-18168

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Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir e Herbert de Sousa (Betinho) — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

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Zuenir Ventura em mesa redonda em homenagem a Odylon Costa Filho - Zuenir e Rachel de Queiroz — Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo - Negativo : 94-16213

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Os jornalistas Zuenir Ventura e Bernardo Mello Franco. — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

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Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir autografando — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

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Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo - Nei Lopes recebe o prêmio das mãos de Merval Pereira e Zuenir Ventura — Foto: Foto Fábio Rossi / Agência O Globo

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Camarote QUEM O GLOBO. Desfile das Campeãs. Zuenir Ventura e Liege Monteiro — Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo

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Zuenir Ventura e surpreendido por um casal dono de um bar com o exemplar autografado por ele em 1994. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chachina narrada na obra, em Vigario Geral — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

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