Os Estados-membros da OTAN têm aumentado recentemente a presença militar e a intensidade das realizações de exercícios no Ártico. Sobre isso, o diretor do Departamento de Questões Europeias do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e alto funcionário russo no Conselho do Ártico, Vladislav Maslennikov, declarou aos jornalistas da Agência Russa de Notícias (RIA Novosti).

Segundo ele, a atividade dos países do bloco da OTAN nas altas latitudes aumentou visivelmente. O diplomata ressaltou que tal aumento da presença militar é desmotivado.

Maslennikov também enfatizou que se trata tanto do aumento da presença militar dos Estados da OTAN quanto do crescimento da intensidade dos exercícios realizados por eles na região ártica. Ele lembrou que, em fevereiro de 2026, foi lançada a missão da OTAN 'Hora Ártica'. Sob sua égide, ocorreram atividades de treinamento coalizionais no Extremo Norte.

Além disso, Maslennikov lembrou dos exercícios militares 'Viking do Norte', que foram realizados na Islândia de 22 de agosto a 3 de setembro sob a liderança dos Estados Unidos. Na avaliação do diplomata russo, a realização desses manobras corresponde ao curso dos países do bloco da OTAN de intensificar o confronto geopolítico com a Rússia e seus parceiros na região ártica.

Anteriormente, a embaixada da Rússia em Paris alertou a França de que as empresas ocidentais para a indústria de defesa da Ucrânia se tornariam alvos legítimos das forças russas. Em particular, falou-se sobre fábricas que produzem armamentos e são utilizadas para ataques contra a Rússia.
