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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso de pomadas para trançar, modelar ou fixar o cabelo.

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O principal ponto de atenção, segundo o órgão, é o uso de produtos não regularizados. “Uma pomada capilar não deve ser considerada segura só porque outra da mesma marca já foi regulamentada”, destaca no comunicado.

“A orientação é que, antes de adquirir um produto, seja feita a consulta do nome completo na relação de pomadas autorizadas pela Anvisa (veja aqui a lista)”, recomenda a agência. “Só podem ser utilizadas e comercializadas as pomadas capilares que constam nessa lista.”

Uso de produtos irregulares trazem uma série de riscos à saúde Foto: Иван Шенец/Adobe Stock Images

Também é necessário conferir, na embalagem, o número do processo do produto na Anvisa, que ajuda a localizar o cosmético com exatidão na consulta. Essa numeração segue o formato 25351.XXXXXX/20XX-XX. Em compras pela internet, se o dado não aparecer no anúncio, é recomendável solicitá-lo à loja antes de concluir o pedido.
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Promessas milagrosas
Outro alerta importante é ter cuidado com promessas milagrosas. A Anvisa destaca que as pomadas destinadas a trançar, modelar ou fixar os cabelos têm finalidade cosmética e não devem ser apresentadas como solução para tratar ou curar doenças.
“Condições como calvície, outros tipos de alopecia e dermatite seborreica precisam primeiro de um diagnóstico correto, porque existem diferentes doenças que podem causar queda, descamação, coceira ou inflamação no couro cabeludo. Por isso, essas alterações merecem avaliação por um dermatologista”, orienta Rafael Parisi, dermatologista do Hospital Brasília, da Rede Américas.
De acordo com Parisi, a tricoscopia é uma ferramenta importante para a avaliação. O exame permite analisar de forma mais ampla o couro cabeludo e os fios, ajudando na diferenciação entre os vários tipos de alopecia e outras doenças capilares.
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“A partir do diagnóstico, o tratamento pode variar bastante: pode envolver medicamentos locais, como loções e soluções aplicadas no couro cabeludo, ou até medicamentos por via oral, dependendo da condição e da gravidade”, diz.
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“Quando uma pomada cosmética promete tratar calvície, alopecia ou dermatite seborreica, é importante ter cautela porque essa promessa, em geral, não corresponde à finalidade real desse tipo de produto. A pomada pode melhorar a aparência do fio, mas isso é diferente de tratar uma doença do couro cabeludo”, adiciona Parisi.
Riscos
O dermatologista Eidi Motta, CEO da Dermacentro e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta que o uso de produtos irregulares pode gerar uma série de complicações, incluindo vermelhidão, coceira, descamação, dermatite de contato e até queimaduras químicas.
“Dependendo da formulação e da região de aplicação, também pode atingir os olhos e causar irritação ocular. Além disso, uma inflamação importante do couro cabeludo pode contribuir para piora da queda de cabelo. Por isso, a procedência e a composição do produto são tão importantes”, acrescenta.
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Tive uma reação, o que fazer?
Em caso de reação adversa, Motta orienta suspender o uso da pomada e evitar tentar neutralizar os efeitos negativos com outros produtos por conta própria.
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CONTiNUA APÓS PUBLICIDADE
“Se houver sintomas persistentes ou importantes, como inchaço, dor, queimadura, feridas, alteração nos olhos ou queda de cabelo intensa, é importante procurar atendimento médico, preferencialmente com um dermatologista. Também é recomendado levar o produto ou a embalagem para que o médico possa avaliar a composição e orientar o tratamento adequado”, recomenda.
Todos os casos de reações adversas devem ser notificados. A Anvisa reforça que, quanto mais rápido for o registro da reação, mais rápido será o contato com a empresa responsável para a verificação do caso. A notificação pode ser feita neste link.
Sempre que possível, é recomendado informar o nome completo do produto, o fabricante e o número do processo na Anvisa. Também é indicado descrever a reação e as circunstâncias em que ela ocorreu. Fotografias da frente e do verso da embalagem podem ajudar, especialmente se houver dificuldade para localizar ou transcrever esses dados.

