Atrasos podem parecer algo cultural, principalmente em grandes cidades onde o trânsito engarrafado acaba servindo de desculpa, ainda que não tenha sido o verdadeiro culpado. Porém, atrasos frequentes comunicam muita coisa sem que seja necessário abrir a boca. Em reuniões, entrevistas ou no início do expediente, o relógio fala por você. É claro que perder a hora de vez em quando acontece com qualquer pessoa, mas, quando o atraso vira rotina, torna-se um padrão de comportamento negativo que raramente passa despercebido. A régua da pontualidade varia conforme a geração. Pesquisas, como a divulgada pela revista Fortune em 2024, feita na empresa britânica Meeting Canary, apontam que as gerações mais novas são mais propensas aos atrasos, pois consideram que chegar até dez minutos depois do combinado ainda significa estar no horário. Quanto à entrega de trabalhos, o mesmo levantamento indica que a Geração Z não cumpre cerca de 25% dos prazos por semana. Esse tipo de conduta é um dos motivos pelos quais boa parte do mercado de trabalho considera essa nova geração menos comprometida que as anteriores. A legislação brasileira também estabelece limites para os atrasos. O artigo 58, parágrafo 1º, da CLT admite variações de até cinco minutos em cada marcação do ponto, com teto de dez minutos por dia (o que já é bem generoso, diga-se de passagem). Porém, ao ultrapassar esse limite, o período de atraso pode ser descontado do salário.E, caso os atrasos sejam injustificados e repetidos, mesmo após a aplicação de advertências, a conduta pode ser enquadrada como desídia, que significa falta de cuidado, desleixo, negligência ou desinteresse no cumprimento de deveres e obrigações. A falta é tão grave que autoriza a demissão por justa causa, em que o trabalhador não recebe as verbas trabalhistas previstas na CLT. A pontualidade vai além da hora de chegada à empresa, valendo para reuniões on-line, entrega de tarefas e respostas a mensagens. 1. Crie sempre uma margem de segurança – considere o tempo de trânsito ou do transporte público antes de sair de casa. Para reuniões presenciais, chegue com cinco minutos de antecedência e aproveite o tempo para organizar as ideias ou interagir com outras pessoas que igualmente tenham chegado mais cedo. Em caso de videochamadas, teste o link antes e esteja on-line alguns minutos antes do início. Esses poucos minutos demonstrarão interesse, diligência e profissionalismo. 2. Avise o quanto antes – se o atraso for inevitável, comunique assim que perceber e informe o horário estimado de chegada. Além de demonstrar respeito, seus colegas de trabalho conseguem se reorganizar. 3. Renegocie prazos antes do vencimento – ao perceber que uma entrega vai atrasar, sinalize com a máxima antecedência possível e negocie uma nova data ou a entrega parcial da tarefa. Quem respeita o tempo dos outros ganha confiança, o que, hoje em dia, está se tornando artigo de luxo. ✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Pontualidade no trabalho: atrasos frequentes prejudicam imagem e credibilidade
Pontualidade no trabalho: atrasos frequentes prejudicam imagem e credibilidade · Imagem: Source: entretenimento.r7.com