O PT vai acionar a Justiça Eleitoral para pedir a investigação de uma rede de perfis no Instagram que, segundo levantamento feito pelo partido, utiliza publicações em colaboração para ampliar a circulação de conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e outros candidatos, além de ataques a Lula, ao PT e ao Judiciário.O Blog teve acesso aos documentos que embasam a iniciativa. O jurídico da campanha confirmou que pretende levar o caso à Justiça.Uma atualização do estudo feita nesta semana mostra que a rede cresceu rapidamente. Entre o primeiro recorte, encerrado em 7 de setembro, e a nova análise, de 17 de setembro, o número de collabs documentadas passou de 492 para 1.826, alta de 271%. O número de perfis envolvidos subiu de 324 para 492.A análise mostra ainda que a estrutura ficou mais conectada. O principal núcleo reúne atualmente 471 dos 492 perfis mapeados, e 68,6% das collabs repetem combinações exatas de coautores. Em um dos casos, a mesma formação de seis contas foi utilizada em 63 publicações.Na primeira etapa do levantamento, 74 contas foram classificadas como de candidatura ou campanha e apareciam em 207 das 492 collabs. Entre aquelas com partido identificado, 26 eram atribuídas ao PL. O próprio estudo ressalva que a participação numa publicação não é suficiente para comprovar vínculo formal entre uma página de apoio e determinada campanha.O recurso de collab permite que uma única publicação apareça simultaneamente nos perfis dos coautores e alcance suas diferentes bases de seguidores. Para o PT, é preciso investigar se páginas apresentadas como de apoio espontâneo funcionam, na prática, como canais vinculados a candidaturas sem terem sido informadas à Justiça Eleitoral.As regras do TSE permitem propaganda nas redes produzida por candidatos, partidos e também por pessoas naturais, mas os endereços utilizados oficialmente pelas campanhas devem ser comunicados à Justiça Eleitoral. Os documentos também identificam indícios que o partido pretende aprofundar. Há páginas que declaram publicamente o mesmo administrador e aparecem repetidamente juntas em collabs. Em um exemplo, duas contas que indicam o mesmo responsável foram coautoras em 53 publicações. O estudo, no entanto, ressalta que isso ainda não comprova identidade civil, controle comum ou responsabilidade sobre cada postagem.O objetivo da ação será justamente pedir que sejam investigados quem administra essas páginas, quais possuem vínculo com campanhas, se houve remuneração ou coordenação e quais deveriam ter sido formalmente declaradas à Justiça Eleitoral.O levantamento atualizado soma 147,4 milhões de seguidores entre as contas analisadas. O número não representa pessoas diferentes nem alcance efetivo, já que um mesmo usuário pode seguir vários dos perfis. O Blog entrou em contato com o PL, mas ainda não teve retorno.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








