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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 14, que cancelou a transmissão ao vivo da execução do psiquiatra Nidal Malik Hasan, condenado à morte pelo massacre em uma base militar americana, que deixou 13 mortos, incluindo 12 militares.

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“Acho que transmitir a execução ao vivo, para que todos pudessem assistir, poderia ter sido um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os EUA lidam com terroristas e ESCÓRIA como Hasan”, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social.

“No entanto, muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas prefeririam não assistir à morte dele, seja por transmissão ao vivo ou por qualquer outro meio visual”, acrescentou. “Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas o evento não será transmitido ao vivo.”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jacquelyn Martin/AP

O republicano afirmou que os familiares diretos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, caso desejem. “Ainda assim, eles merecem testemunhar a JUSTIÇA”, disse.

Trump também descreveu Hasan como “um traidor” e “muito mau e perverso”.
O ataque a tiros ocorreu em 5 de novembro de 2009, na base militar de Fort Hood, no Texas. Ao todo, 13 pessoas morreram, sendo 12 militares e um funcionário civil, e 32 ficaram feridas. Quase quatro anos depois, Hasan foi condenado à morte.
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Na semana passada, em entrevista à emissora conservadora Real America’s Voice News, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que a execução de Hasan está marcada para 3 de dezembro, em Fort Hood.
“Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja pública”, disse Hegseth.
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A decisão de transmitir ao vivo a execução, no entanto, foi amplamente rejeitada tanto dentro quanto fora do país e provocou indignação entre políticos democratas e republicanos americanos, a Igreja Católica, grupos de direitos humanos e a Organização das Nações Unidas (ONU).
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Ainda na semana passada, Trump chegou a dizer que o governo americano ainda avaliava se faria ou não a transmissão. “Estão tomando uma decisão a esse respeito, mas ele será executado”, disse Trump. “Na verdade, não me importo como ele morra, desde que morra.”
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, já havia afirmado que não assistiria à execução caso fosse transmitida. “Se for por transmissão ao vivo, eu não vou assistir”, disse Vance aos repórteres quando questionado sobre como concilia sua fé cristã com o plano de transmitir a execução.
O cancelamento representa um revés para Hegseth, que já enfrenta críticas pela guerra estagnada com o Irã e suas consequências, que prejudicam as perspectivas do Partido Republicano nas próximas eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro.
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A execução de Hasan será a primeira realizada por um pelotão de fuzilamento militar americano desde 1945. Já o último militar executado foi o soldado do Exército John Bennett, enforcado em 13 de abril de 1961.
A última execução pública nos EUA foi em 1936, no Estado do Kentucky, quando Rainey Bethea foi enforcado em frente a uma multidão por ter estuprado e matado uma mulher de 70 anos./Com informações da AFP
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