A Ucrânia realizou neste domingo (20/9) o que autoridades russas classificaram como o maior ataque de drones já registrado contra Moscou. A ofensiva, que também empregou mísseis ucranianos de longo alcance, atingiu a região da capital em meio ao terceiro e último dia da eleição parlamentar promovida pelo presidente Vladimir Putin.O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que a investida teve como objetivo interromper o pleito. Leia também MundoPutin acusa líderes europeus de prepararem guerra contra a Rússia MundoRússia acusa Otan de planejar ofensiva contra o país entre 2029 e 2030 MundoRússia é acusada de atacar helicóptero da Dinamarca MundoTrump: Rússia e Ucrânia concordam em não atacar instalações energéticas “O maior ataque de drones inimigos foi repelido. Desde ontem, mais de 1.600 drones foram abatidos em todas as frentes. Destes, 450 se dirigiam a Moscou”, declarou em comunicado publicado no Telegram.Sobyanin também informou que um dos drones chegou a atingir um prédio residencial, mas não deixou vítimas fatais no local. “Esse ataque sem precedentes foi claramente planejado com o objetivo de interromper as eleições. O inimigo não teve sucesso”.O principal alvo da investida foi a refinaria de petróleo de Moscou, que já havia sido atacada em momentos anteriores do conflito. Testemunhas relataram ter ouvido explosões seguidas por grandes colunas de fumaça subindo da instalação industrial.Nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a autoria da operação e destacou o uso de mísseis e drones de fabricação nacional, como os modelos Flamingo e Pelican. O objetivo central da ofensiva foi atingir infraestruturas estratégicas de logística e combustíveis.“São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra”, afirmou Zelensky, ao ressaltar a estratégia de Kiev de pressionar a economia russa e sufocar o financiamento das operações militares de Moscou.Com informações do DW.






