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Promotoria pede penas entre quatro e 12 anos para seis acusados e absolvição de um deles; alegações finais ocorrerão no dia 22, mas tribunal não tem data para proferir sentença

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Filhas de Maradona, Dalma (ao centro) e Giannina (à direita) conversam com o advogado Fernando Burlando durante julgamento sobre a morte do ídolo argentino — Foto: AFP

O advogado do filho mais novo de Diego Maradona pediu, nesta terça-feira, penas de até 16 anos de prisão para os principais acusados pela morte do craque — uma punição mais severa do que a solicitada pela promotoria. Maradona morreu aos 60 anos, vítima de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, em 25 de novembro de 2020. O ex-jogador estava em regime de internação domiciliar em Tigre, perto de San Isidro, na Argentina, após passar por uma cirurgia para tratar um hematoma na cabeça. Sete profissionais de saúde estão sendo julgados por sua morte.

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Durante a audiência do julgamento nesta terça-feira, Mario Baudry, advogado de Diego Fernando (filho mais novo de Maradona), pediu 16 anos de prisão para dois dos médicos que participaram da internação. Trata-se de Leopoldo Luque e da coordenadora médica da internação, Nancy Forlini. Ele também pediu 14 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov e 12 anos de prisão para o psicólogo Carlos Díaz. Além disso, propôs uma pena de quatro anos para um enfermeiro e seu coordenador.

"Desde o primeiro momento, Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa [...] ele sabia que Diego morreria com o tratamento que lhe estavam dando", afirmou Baudry na audiência.

Veja fotos do julgamento da morte de Diego Maradona

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Psiquiatra Agustina Cosachov, uma das acusadas por morte de Maradona, chega a tribunal em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO / AFP

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Veronica Ojeda, Jana Maradona, Dalma Maradona e Giannina Maradona no julgamento em Buenos Aires — Foto: AFP

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Cirurgião Leopoldo Luque, ao centro, de camisa branca, durante julgamento da morte de Maradona — Foto: AFP

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Jogador Daniel Osvaldo acompanha julgamento sobre a morte do sogro, Diego Maradona — Foto: AFP

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Psicólogo Carlos Angel Diaz, ao centro, à direita, é um dos acusados por morte de Maradona — Foto: AFP
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Dalma e Giannina Maradona, filhas de Diego Maradona, chegam para julgamento em Buenos Aires — Foto: AFP
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Fãs pedem justiça por Diego Maradona — Foto: AFP
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Jana Maradona, filha de Diego Maradona, chega para julgamento da morte do pai — Foto: AFP
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Veja fotos do julgamento da morte de Diego Maradona
A promotoria pede penas entre quatro e 12 anos para seis dos acusados e a absolvição de um deles. As alegações finais do julgamento terminarão em 22 de outubro; em seguida, o tribunal proferirá a sentença em data ainda a ser definida.
"É um homicídio"
Os envolvidos enfrentavam inicialmente a acusação de homicídio com dolo eventual — uma figura jurídica que implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte do ex-jogador. Em sua argumentação, Félix Linfante, advogado de Jana Maradona — uma dos cinco filhos do astro —, apoiou o pedido de prisão feito pela promotoria contra Luque, Forlini e Cosachov.
Ele pediu três anos de prisão para o enfermeiro Ricardo Almirón e seu coordenador, Mariano Perroni, e a absolvição do psicólogo Carlos Díaz.
"Reprovamos Luque por não ter feito o que seu dever indicava para ajudá-lo [...] ele sabia que o coração dele estava doente, que ele podia morrer e que seu corpo estava retendo líquido", disse o advogado.
Veja fotos do astro do futebol Diego Maradona, morto em 2020
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Diego Maradona ergue a taça da Copa do Mundo do México, em 1986, depois vencer a Alemanha Ocidental por 3 a 2 — Foto: Luiz Pinto/Agência O Globo
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Maradona joga futebol na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Joaquim Nabuco/Agência O Globo
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Maradona tenta passar pelo volante brasileiro Falcão na derrota de 3 a 1 para o Brasil, no Estádio Sarriá, em Barcelona — Foto: Erno Schneider/Agência O Globo
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Diego Maradona reage durante partida de futebol do Grupo D da Copa do Mundo de 2018 da Rússia entre Nigéria e Argentina, no Estádio de São Petersburgo — Foto: Olga Maltseva/AFP
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Diego Armando Maradona presenteia o compatriota Papa Francisco durante uma reunião com organizadores, jogadores e convidados da partida inter-religiosa "jogo pela paz", no salão Paulo VI, no Vaticano — Foto: Handout/AFP
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Craque beija a mão de Ronaldinho Gaúcho durante cerimônia de entrega de medalhas de futebol masculino das Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando os argentinos conquistaram o ouro na vitória sobre a Nigéria de 1 a 0, com gol de Ángel Di María — Foto: Daniel Dal Zennaro / Arquivo
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Maradona participou do Jogo das Estrelas reúne, no CFZ, no Recreio, Zona Oeste do Rio — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo
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Maradona, acompanhado do presidente venezuelano Hugo Chávez, participou de ato contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na IV Cúpula do Américas, em 2005 — Foto: Ivan Franco/Arquivo
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Diego Maradona fuma um charuto durante partida de futebol do Grupo D da Copa do Mundo da Rússia 2018 entre Argentina e Islândia, no Estádio Spartak, em Moscou — Foto: Juan Mabromata/AFP
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Pelé e Maradona, em foto publicada pelo ídolo brasileiro um ano após a morte do craque argentino — Foto: Reprodução/Instagram
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Craque argentino morreu aos 60 anos, após sofrer uma parada cardíaca
Esse é um dos pontos-chave do julgamento, já que várias testemunhas especialistas apontaram que Maradona tinha problemas cardíacos e que estes provocaram edemas — acúmulo de líquido nos órgãos — que não foram tratados. Cosachov é apontada como responsável pela trágica internação domiciliar, e suas decisões são questionadas.
"Ela decidiu que o paciente fosse para uma casa e não para um centro [médico], decidiu quem o acompanharia, decidiu qual remédio ele não tomaria e decidiu que o clínico não fosse", disse Linfante.
Trata-se de Pedro Di Spagna, para quem a promotoria e três partes acusadoras pediram a absolvição. Por outro lado, os advogados dos filhos de Maradona apontaram que a coordenadora Forlini não forneceu os equipamentos necessários para possíveis emergências na residência. Além disso, após a morte, a acusada enviou uma mensagem à sua equipe afirmando que o falecimento era previsível.
"Para ela, a morte de Diego foi um desfecho esperado; para esta parte, é um homicídio", disse Linfante.
As duas filhas mais velhas de Maradona, Dalma e Gianinna, reagiram na sala com um suspiro de indignação após o pedido de absolvição do psicólogo Díaz. Baudry e Linfante também pediram a investigação do ex-representante de Maradona, Matías Morla, e de dois de seus funcionários como possíveis coautores da morte. Pediram também a investigação da gerente jurídica da empresa de assistência médica privada, Mariana Flichman, por possível encobrimento.
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